Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada
Login

Login na sua conta

Username *
Password *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com (*) são obrigatórios.
Nome *
Username *
Password *
Confirmar Password *
Email *
Confirmar email *
Captcha *
Reload Captcha

Governo classifica Linhas de Torres Vedras como monumento nacional

Linhas de Torres

O Conselho de Ministros aprovou hoje o decreto-lei que classifica como monumento nacional os fortes e estradas militares construídos há mais de 200 anos para defender Lisboa das Invasões Francesas, que integram as chamadas Linhas de Torres Vedras. “Foi aprovado o decreto que classifica como monumento nacional o conjunto das primeiras e segundas Linhas de Defesa a Norte de Lisboa durante a Guerra Peninsular, também conhecidas como Linhas de Torres Vedras”, refere o comunicado do Conselho de Ministros.

Para o Governo, “a classificação deste conjunto de obras militares reforça um longo processo de preservação física da memória material e imaterial deste sistema defensivo, reconhecendo, entre outros critérios, o génio do respectivo criador e o interesse como testemunho notável de vivências ou factos históricos”. “A aprovação peca por tardia, mas os municípios veem com muita satisfação esta classificação, porque é uma mais-valia para a salvaguarda deste património tão importante para o país e para o promovermos enquanto produto turístico”, disse à agência Lusa José Alberto Quintino, presidente da Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres e presidente da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço.

A classificação como monumento nacional foi proposta há um ano ao Governo pela Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), organismo tutelado pelo Ministério da Cultura. A candidatura integrou 128 estruturas militares, como fortes e estradas militares, das primeira e segunda linhas defensivas, mas só 114 foram classificados, tendo 15 ficado de fora por se encontrarem degradados ou destruídos. Além da classificação como património nacional, vai ser criada uma zona especial de protecção em volta de cada uma das estruturas.

Há oito anos que a Associação para o Desenvolvimento Turístico e Patrimonial das Linhas de Torres, que integra os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, pedia a inclusão do património no inventário do património nacional. “As Linhas de Torres são um sistema defensivo - muito bem-sucedido - de dimensão e impacto histórico invulgar, nacional e internacionalmente”, refere o parecer da DGPC, a que a agência Lusa teve acesso na altura. Segundo os especialistas, “sintetizam a capacidade estratégica de Wellington e os saberes militares de origem inglesa, portuguesa, mas, também, francesa do fim do século XVIII e do início do século XIX”.

As Linhas de Torres Vedras foram construídas sob a orientação do general inglês Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das Invasões Francesas, para defender Lisboa das forças napoleónicas entre 1807 e 1814, durante a Guerra Peninsular. Em 2010, ano em que se comemoraram os 200 anos da construção das linhas defensivas, foram inauguradas obras de recuperação a que foram sujeitas e Centros de Interpretação, um investimento estimado em cerca de seis milhões de euros. Em 2014, a empreitada de desmatação, recuperação e reabilitação dos fortes venceu o prémio Europa Nostra, na categoria ‘Conservação’. Nesse ano, a Assembleia da República instituiu o dia 20 de Outubro como o Dia Nacional das Linhas de Torres. Estima-se que as Linhas de Torres recebam por ano cerca de 10 mil visitantes.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados