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PGR alerta para campanha fraudulenta ligada aos cartões de crédito Universo

Procuradoria Geral da Republica

Os titulares dos cartões de crédito Universo estão a ser alvo de uma campanha fraudulenta para obtenção dos dados pessoais de acesso ('phishing'), alertou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo a nota do Gabinete Cibercrime da PGR, a campanha tornou-se mais visível na última quinzena de Junho, na qual os autores da fraude enviam “de forma indiscriminada e aleatória” mensagens por via telefónica - com destaque para a aplicação Whatsapp - para muitos utilizadores, esperando que alguns sejam titulares destes cartões de crédito. “Estas mensagens são fraudulentas. Não são provenientes da entidade emissora do cartão Universo, nem foram remetidas a pedido ou com conhecimento da mesma, nem a partir de sistemas informáticos a ela pertencentes. Têm como propósito exclusivo o de incitar o acesso ao ‘link’ que indicam, para por esta via obter todos os dados dos cartões de crédito das vítimas”, lê-se no alerta divulgado. Os autores da campanha procuram convencer os destinatários de que a mensagem foi remetida pela entidade responsável pelo cartão de crédito, avisando para a necessidade de o utilizador ativar um novo sistema de segurança.

Sublinhando o incitamento a uma “reacção muito urgente” da parte dos titulares destes cartões de crédito, sob pena de não poder fazerem mais operações com o cartão, os autores desta fraude disponibilizam ‘links’que reencaminham os utilizadores para páginas de Internet elaboradas para se parecerem com a da entidade visada, onde lhes é pedida a introdução das credenciais pessoais, obtendo assim acesso aos respectivos dados de utilização. “Estes ‘sites’, onde tais informações são introduzidas, não são geridos pela entidade gestora do cartão Universo. Se a vítima efectivamente introduzir a informação que lhe é solicitada, fornecerá aos criminosos os dados que permitem efectuar pagamentos com o seu cartão”, refere o Gabinete Cibercrime, concluindo com um conselho aos utilizadores: “mensagens como as acima descritas devem ser apagadas, sem as abrir e sem aceder ao ‘link’ facultado”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa