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Igreja

Diácono Ricardo Ferreira conversou com o ALVORADA no mês em que é ordenado: “Eu não queria ser padre, apenas queria ser feliz”

Última alteração dia
2009-06-20 às 00:00:00


Imprimir NotíciaDiácono Ricardo Ferreira conversou com o ALVORADA no mês em que é ordenado: “Eu não queria ser padre, apenas queria ser feliz”

O Diácono Ricardo Jorge Salvador Ferreira, de 26 anos, é ordenado Padre no próximo dia 28, domingo, numa cerimónia que será realizada junto à Igreja de São Paulo, em Lisboa.


Natural do Paço, na freguesia de São Bartolomeu dos Galegos, Ricardo Ferreira nasceu no dia 31 de Janeiro de 1983 em Torres Vedras. Frequentou a escola primária do Paço, a EB 2,3 Dr. João das Regras e iniciou o ensino secundário ainda na Lourinhã. O 12º ano foi concluído no Seminário Menor, no Externato de Penafirme. Passou depois pelo Seminário dos Olivais, em Lisboa, onde realizou o Pré-Seminário em 1999. Em 2003 ingressou no Seminário Patriarcal de São José de Caparide, em São Domingos de Rana, Cascais, tendo aí permanecido dois anos. Ricardo Ferreira concluiu o Mestrado Integrado em Teologia na Universidade Católica Portuguesa. Foi ordenado Diácono no passado dia 30 de Novembro, numa cerimónia ocorrida no Mosteiro dos Jerónimos, presidida pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo.

A contar os dias para a realização de uma grande etapa pessoal, este jovem lourinhanense afirmou ao ALVORADA que significa mais do que um sonho e mais do que sentimentos: “Na verdade, foi preciso crescer muito como homem e como cristão para saber responder a este chamamento. Sinto que é um peso grande que agora me cai nos ombros e que eu espero ser capaz de responder”.

Ricardo Ferreira teve a graça de nascer no seio de uma família católica, que lhe transmitiu o Evangelho. Na sua educação, para além dos pais, os irmãos mais velhos foram os seus principais educadores. “Em minha casa vigorava o ‘ora et labora’ de S. Bento. O trabalho e a oração marcavam o nosso viver quotidiano”, recorda. A educação recebida em casa levava o ao encontro da comunidade reunida na capela da sua terra.

Foi na catequese, como catequizando e como catequista, que começou a perceber quanto Deus tem a ver consigo. “Isto levou-me também a pertencer ao grupo dos acólitos. Tinha de estar em tudo!”.

A par destes acontecimentos edificantes, estavam também os outros, aqueles que iam desvendando a este garoto os segredos do mundo. “Eram as malandrices, próprias da idade...”.

Todavia, foi esta avidez de saber e de conhecer que o levaram a ser convidado para um caminho de discernimento nos encontros dos Amigos de São Francisco de Assis. “Nestes encontros com os frades franciscanos, tudo estava bem enquanto havia apenas catequese e divertimento. Mas quando comecei a perceber que a finalidade era vocacional, acabou a minha disponibilidade porque, apesar de gostar muito de tudo aquilo, ir para o seminário e ser padre não era vida para mim!”.

Quando entrou no Pré-Seminário, tudo mudou na vida deste jovem católico. Resistiu o mais que conseguiu aos convites do prior, “mas lá acabei por ir”. A verdade, é que aquele estágio de pré-seminário “veio mudar por completo a ideia que eu tinha da Igreja e do que era ser padre”, sublinha Ricardo Ferreira. “Eu vivia ao ritmo da comunidade da minha terra. Ali eu experimentava a Igreja, apenas pela Missa ao Domingo, o terço no mês de Maio e a Via-Sacra na Quaresma”.

No pré-seminário conheceu a Igreja de uma forma surpreendente e como nunca tinha experimentado. “Ali rezávamos e divertíamo-nos bastante”. A par da catequese havia o futebol e a praia. “Eu nunca tinha conciliado estas coisas”. Isto, para Ricardo Ferreira, era uma novidade e um “arranjo perfeito”. Dali, voltou para casa sem medo nem vergonha de se empenhar na comunidade. “Foi o reacender do empenho e o amadurecer da resposta que viria a dar. Contudo, eu não queria propriamente ser padre, queria apenas mais... Queria descobrir o que movia e cativava aqueles padres e seminaristas sempre sorridentes. Eu não queria ser padre, apenas queria ser feliz”.

Movido pelo desejo de fazer os outros felizes, Ricardo Ferreira percebeu mais claramente que isso não era possível sem Cristo. “Tinha de ser Ele o centro da minha vida. A mim cabia-me ser discípulo e testemunha e aceitar subir com Ele para a barca”.

Ao longo do seu percurso, Ricardo Ferreira foi aprendendo que o caminho não se faz apenas de certezas e de boa vontade, “mas também de respostas nossas e de vitórias de Cristo em nós”.

Para este jovem lourinhanense, os quatro anos vividos no Seminário dos Olivais foram tempo de amadurecimento, tempo onde o Senhor foi purificando e trabalhando o seu coração, preparando-o para ser presença do seu amor no meio do mundo. “Colocar a minha vida nas mãos de Deus é confiar-me à sua vontade e querer experimentar que o seu amor é a fonte da alegria”, disse.

Até agora a experiência tem sido muito desafiante. “Perceber que somos portadores de um tesouro muito maior do que nós e quando o transmitimos às pessoas isso é motivo de uma vida nova para elas”. Segundo Ricardo Ferreira, a sua missão é a de servir a Igreja, como Deus quer, “mas onde e em que circunstâncias, não sei, e sinceramente não estou preocupado para onde é que possa ser o meu canto de missão, pois cada região tem os seus desafios”.

A Missa Nova de Ricardo Ferreira está marcada para o próximo dia 12 de Julho, domingo, no lugar do Paço, sua terra natal, pelas 16h30.




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