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Igreja

O dom da Páscoa: com Cristo passamos da morte à vida!

Última alteração dia
2017-04-16 às 00:00:00


Imprimir NotíciaO dom da Páscoa: com Cristo passamos da morte à vida!

A Páscoa é o acontecimento central e essencial da fé cristã. O apóstolo Paulo afirma: “Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé.” (1Cor 15, 14)





A vida cristã não se fundamenta numa crença supersticiosa de um deus que influencia a nossa vida a seu belprazer e com quem é bom ter boas relações, ou num conjunto de práticas religiosas frequentadas por tradição sem grande relevância no quotidiano da existência, mas no ser testemunha da ressurreição de Cristo. Os cristãos pelo dom do seu baptismo receberam a vida de Cristo Ressuscitado, são participantes da Páscoa e acolhem em si o dom do Espírito Santo para se tornarem filhos à imagem do Filho de Deus, Jesus.

A Igreja recebeu de Cristo a missão e a graça de ser portadora deste tesouro e de o conceder gratuitamente aos homens para a salvação de todos. Não se trata de angariar fiéis para aumentar as estatísticas, mas ser o rosto da misericórdia de Deus pelo dom maior do seu Amor: o seu próprio Filho. A Páscoa é a celebração dessa manifestação belíssima da providência de Deus ao permitir a morte do seu Filho inocente para a vida mundo. “Pelo Baptismo fomos, pois, sepultados com Ele na morte, para que, tal como Cristo foi ressuscitado de entre os mortos pela glória do Pai, também nós caminhemos numa vida nova.” (Rom 6, 4)

A Ressurreição de Jesus é a boa-notícia, é a Palavra por quem todos esperam e o bem por quem todos anseiam. A nossa existência marcada por constantes notícias de morte, por uma cultura do vazio e do ambíguo em que nada é duradoiro e permanente, e por uma alienação fácil aos prazeres fúteis de uma ‘economia que mata’, precisa de ser ressuscitada.

O mundo, nós mesmos, necessitamos da Páscoa, não como mais um tempo de férias em que se come amêndoas e chocolates e depois fica tudo na mesma, mas para sairmos, de verdade, das mortes em que nos encontramos, do pecado que nos consome e aprisiona, dos sofrimentos que nos cegam, das angústias que nos incapacitam, das doenças que nos destroem o corpo e alma e de tudo aquilo que na nossa existência é caminho de perdição e de derrota perante o dom maravilhoso que é a vida.

O Amor de Deus é capaz de mudar tudo, basta que nos deixemos amar celebrando esse mesmo amor na Igreja. O Amor de Deus é capaz de curar tudo, basta que nos deixemos perdoar pelo arrependimento e contrição sincera do mal que fizemos e pela humilde confissão das nossas faltas diante do sacerdote, ministro de Cristo. O Amor de Deus é capaz de nos tirar de todas as mortes que nos dilaceram e afligem, basta que aceitemos Jesus na nossa vida e O deixemos entrar em todas as dimensões da nossa existência para vivermos ressuscitados com Ele.

A esperança cristã é alimentada pela fé na ressurreição e pela experiência quotidiana de que Jesus tem o poder de mudar, curar e salvar a vida dos que n’Ele confiam e vivem a partir d’Ele: “se nós temos esperança em Cristo apenas para esta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.” (1 Cor 15, 19-20)

A morte é vencida pela Cruz de Jesus, e por isso, na Páscoa a cruz está florida, sinal de alegria e da vitória da vida, e se antes as Igrejas estavam despidas de vida e com cores austeras, agora estão exuberantes pelas flores abundantes e pelas cores vivas repletas de luz, e a própria liturgia que na quaresma é sóbria, é agora marcada pela força do cantar do Aleluia Pascal, e em todas as outras manifestações de festa como as palmas, e até em alguns momentos a própria dança.

A Páscoa não é uma ilusão, é uma certeza: quem vive com Cristo passou da morte à vida, e experimenta que Ele nos resgata das trevas do abismo em que tantas vezes nos encontramos, nos traz à festa do banquete do Pai e nos dá a Vida Eterna. Esta é a Páscoa, não deixemos que o Senhor passe sem que nos encontremos verdadeiramente com Ele. Ele passa! Passemos também nós com Ele da morte à vida.

Pe Ricardo Franco



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