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Covid-19: pandemia não é apenas um problema de saúde, mas um "problema social"

covid19

A pandemia de Covid-19 “não é apenas um problema de saúde”, mas também “um problema social” que agrava outros problemas, como a pobreza, o desemprego, as desigualdades entre mulheres e homens e entre ricos e pobres, segundo os trabalhadores cristãos.

As disparidades têm aumentado”, concluíram representantes de oito países europeus que, nos últimos dias, se reuniram em Alfragide (Amadora), no seminário 'Repercussões da Pandemia do Coronavírus no Emprego e nos Assuntos Sociais - Lições aprendidas/medidas para a reconstrução', organizado pelo Movimento Europeu dos Trabalhadores Cristãos (METC), que integra a Liga Operária Católica (LOC/MTCP).

Para os participantes no encontro, “os governos têm prestado apoio financeiro a empresas e trabalhadores, no entanto, em muitos lugares este apoio não foi suficientemente direccionado”, o que “aumenta as diferenças sociais”.

Durante a pandemia, o trabalho com recurso a plataformas ou o teletrabalho aumentou significativamente. Contudo, os países não têm ainda o quadro legal para assegurar os direitos destes trabalhadores nestas formas de trabalho. Continua em aberto a questão de como o trabalho com plataformas pode ser utilizado em benefício dos trabalhadores”, alertam os trabalhadores cristãos no comunicado de conclusões do seminário, hoje enviado à agência Lusa.

Durante os trabalhos, foi também deixado um alerta para o facto de “os grupos já de si vulneráveis” terem sido “particularmente afectados pela pandemia”, nomeadamente “pessoas pobres, migrantes, ciganos, pessoas com deficiência, jovens”.

Os trabalhadores cristãos encontram, no entanto, alguns aspectos positivos resultantes da pandemia, como “a vontade de agir solidariamente”.

Durante a pandemia, as empresas da economia social fizeram um uso particular dos seus pontos fortes. Ao colocarem a solidariedade no centro, mostraram-se particularmente resilientes. A economia social está activa em todos os sectores: são empresas locais que reduzem as desigualdades e contribuem para o emprego sustentável”, acrescentam.

A defesa de “um futuro do trabalho no qual sejam melhoradas significativamente as condições de trabalho”, o reconhecimento de que “todo o ser humano é capaz de fazer algo de valor social” e de que “os mais debilitados e mais vulneráveis devem ser o foco da acção social de forma especial”, foi também expressa no encontro.

Defendemos a solidariedade. Para todo o ser humano, independentemente da sociedade em que vive. Defendemos a necessidade de lhe ser assegurado que ninguém seja deixado de fora da solidariedade do Estado Providência. E vemos a necessidade de reforçar ainda mais as formas de solidariedade nas iniciativas de economia social”, acrescenta o comunicado do METC.

Texto: ALVORADA com agência Lusa