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Aspiring Geoparque Oeste apresentado na Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Lisboa

Geoparque do Oeste na Cimeira de Lisboa 30062022

A Conferência das Nações Unidas para o Oceano 2022, que decorre em Lisboa, contou esta manhã com uma intervenção do aspiring Geoparque Oeste no evento ‘One Sustentable Ocean’, uma iniciativa conjunta organizada pelo Município de Lisboa, Fórum Oceano, Fundação para a Ciência e Tecnologia, Universidade de Lisboa e várias outras entidades. A sessão decorreu debaixo da icónica pala do Pavilhão de Portugal da autoria do arquitecto Siza Vieira para a Expo’98.

O presidente da Associação Geoparque Oeste, o vereador lourinhanense João Serra, fez uma apresentação do potencial do território, nomeadamente no tocante ao património natural e cultural ligado aos oceanos. A intervenção ocorreu durante a conferência BLUEfasma (CEEETA Eco) - Presentation of project policy recommendations and projects results).

A Conferência dos Oceanos da ONU de Lisboa, que decorre no Parque das Nações, junta líderes mundiais, cientistas, dirigentes de organizações não-governamentais, académicos e empresários, além de representações dos Estados-membros da ONU, sob o tema ‘Aumentar a acção nos oceanos com base na ciência e inovação’. Da conferência, a segunda depois da de Nova Iorque em 2017, são esperados compromissos voluntários sobre o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 14, relativo à protecção da vida marinha.

Declaração final da cimeira está fechada e não será reaberta

O secretário-geral da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas em Lisboa, Liu Zhenmin, afirmou hoje que o texto da declaração final está fechado e não haverá alterações à versão preliminar com que se partiu para o encontro.

"Honestamente, a declaração não será reaberta. Seria um risco abrir um texto aprovado numa reunião anterior. Será adoptado amanhã [sexta-feira] o texto que os membros acordaram em Nova Iorque", afirmou Liu Zhenmin, questionado sobre eventuais alterações ao texto da declaração, já conhecido desde antes do início da conferência.

Liu Zhenmin destacou que na declaração se reconhecem "impactos devastadores" da pandemia de Covid-19 na economia baseada no oceano e, consequentemente, na saúde humana, com um aumento de lixo plástico nos mares.

Saudou ainda os compromissos assumidos pelos 159 países participantes, destacando o compromisso português de "garantir que 100 por cento das suas reservas de peixe são mantidos dentro de limites biologicamente sustentáveis" e a ampliação da área protegida das ilhas Selvagens.

Na conferência, em que participaram cerca de 6.700 inscritos estiveram delegações de 159 países, que se fizeram representar por "15 chefes de Estado, um vice-presidente, 124 ministros e 17 organizações governamentais internacionais".

Na declaração final, reconhece-se que "é precisa mais ambição a todos os níveis para resolver o terrível estado do oceano", ao mesmo tempo que os subscritores se manifestam "profundamente alarmados pela emergência global que o oceano enfrenta", elencando a subida do nível das águas, erosão costeira a agravar-se e um mar "mais quente e mais ácido" com poluição que aumenta "a um ritmo alarmante".

"Lamentamos profundamente o nosso falhanço colectivo" no que toca ao objetivo de desenvolvimento sustentável para a vida submarina, assumem os líderes no projeto de declaração final, referindo-se a questões como a sobrepesca, classificação de 10 por cento das zonas marinhas como áreas protegidas e recuperação de ecossistemas, que tinham metas definidas para 2020 e que não foram cumpridas. Sobre o que falharam, declaram um "compromisso renovado" com "acção urgente e cooperação" para "atingir todas as metas tão cedo quanto possível sem atrasos indevidos".

Notícia desenvolvida na próxima edição impressa do ALVORADA.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA