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Criado grupo de trabalho para começar a estudar o futuro hospital para a região Oeste

Hospital do Oeste

A OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste, a ARSLVT - Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo e o CHO - Centro Hospitalar do Oeste assinaram hoje, nas Caldas da Rainha, um protocolo que tem em vista a criação do futuro Hospital do Oeste. Para o efeito será criado um grupo de trabalho que deverá começar ainda este mês a recolher informação para entregar aos consultores que vão elaborar o estudo. A cerimónia decorreu na sede da OesteCIM e contou com a presença de dois membros do Governo: Francisco Ramos, secretário de Estado Adjunto e da Saúde, e Carlos Miguel, secretário de Estado das Autarquias Locais.

“O Ministério da Saúde pretende apoiar esta iniciativa de estudar a questão de forma integrada entre os responsáveis da saúde e as autarquias locais, na expectativa de chegar a uma solução que dê resposta às necessidades actuais e futuras da região Oeste”, disse aos jornalistas Francisco Ramos, que presidiu à assinatura do protocolo. “Com a assinatura do protocolo deu-se um passo muito importante para a concretização do novo hospital do Oeste”, afirmou, por seu lado, o presidente do conselho intermunicipal da OesteCIM, Pedro Folgado. Já para a presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião, “este grupo de trabalho é um primeiro passo, muito importante, no sentido de começar a trabalhar e a visualizar o que poderá ser o novo hospital e de que forma poderá dar resposta a esta região”.

Além da criação do grupo de trabalho, a OesteCIM vai em breve lançar concurso para a elaboração de um estudo para definir o tipo de valências e a localização que a nova unidade hospitalar vai ter, assim como o aproveitamento a dar às actuais unidades hospitalares em Torres Vedras, Peniche e Caldas da Rainha. “Assim que tivermos o estudo vamos pressionar a Administração Central para a sua execução”, sublinhou Pedro Folgado, referindo que a região Oeste quer que o novo hospital seja inscrito nos Orçamentos do Estado na próxima legislatura.

Elsa Baião defendeu que o novo hospital deverá ter as valências existentes nas unidades actuais e outras que possam ser criadas. “Faz sentido que a estrutura seja o mais robusta possível em termos de capacidade de resposta para reter os doentes sem sobrecarregar os hospitais de Lisboa, com vantagens para as pessoas e para os hospitais, que estão muito sobrecarregados”, considerou. Um novo hospital permitiria “optimizar recursos que são escassos” e ter uma “oferta articulada”, refere o protocolo.

As três entidades públicas subscritoras do documento reconhecem que os actuais hospitais, em Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, estão “distantes entre si e colocam problemas de gestão de recursos, agravando a dificuldade em fixar médicos em algumas especialidades”. Por outro lado, os edifícios já não se “adequam à prática de uma medicina moderna, necessitando permanentemente de obras de elevado montante, não existindo condições para a expansão de nenhum dos actuais polos”. Estas três unidades hospitalares já existentes deverão continuar ligadas à saúde, podendo vir a integrar a Rede de Cuidados Continuados.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA