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Vacinação contra a gripe será coordenada por coronel do Exército

Covid 19 vacina 1

A coordenação do processo de vacinação contra a gripe sazonal vai ser liderada pelo coronel do Exército Carlos Penha Gonçalves, coadjuvado por uma equipa com mais oito elementos, representativos dos três ramos das Forças Armadas.

A informação foi avançada hoje pelo até agora coordenador da ‘Task Force’ da vacinação contra a Covid-19, vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, que anunciou o “fim da missão” que liderou nos últimos oito meses, e confirmada de seguida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que destacou o “render da guarda” na evolução que se segue em termos de esforço de vacinação dos portugueses.

Carlos Penha Gonçalves é também médico-veterinário e já integrava a ‘Task Force’ da vacinação, tendo a seu cargo o Núcleo de Normas e Simplificação. Os oito elementos que o acompanham neste processo, cujo fim está previsto para 15 de Dezembro, pertenciam igualmente à equipa anteriormente liderada por Gouveia e Melo.

De acordo com a explicação feita pelo vice-almirante no derradeiro ‘briefing’ da ‘Task Force’ - realizado no Comando Conjunto das Operações Militares, em Oeiras -, a nova equipa vai estar em articulação permanente com o Ministério da Saúde, a Direcção-Geral da Saúde, o Infarmed, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH).

Portugal iniciou na segunda-feira a vacinação contra a gripe sazonal, numa fase de transição em que a este processo vacinal se soma a administração da terceira dose da vacina contra a Covid-19 a determinadas faixas da população.

“Vacinas contra a gripe não são para todos os portugueses”

A ministra da Saúde, Marta Temido, reiterou hoje que Portugal dispõe de vacinas suficientes para a vacinação contra a gripe sazonal, lembrando que, ao contrário da Covid-19, esta vacina não está prevista para a generalidade da população.

“É muito importante que se perceba que a vacinação contra a gripe sazonal tem um público-alvo específico. Não são todas as pessoas que precisam de tomar a vacina contra a gripe sazonal e, portanto, considerando que estamos a falar de uma quantidade de doses adquiridas pelo país que rondará os 2,5 milhões de doses – independentemente das vacinas que são compradas pelas farmácias comunitárias -, percebemos que temos de fazer com que sejam as pessoas com esses critérios de saúde que sejam aquelas que tomam a vacina”, referiu.

“As vacinas contra a gripe sazonal não são para todos os portugueses. E isso é muito importante que se perceba desde o início; são para as pessoas mais vulneráveis em termos da idade e em termos da sua condição, como, por exemplo, grávidas”, acrescentou a governante, sem deixar de frisar que esta campanha de vacinação foi reforçada numa primeira fase em 140 mil doses e, depois, em mais 300 mil doses num “processo de aquisição em curso”.

Marta Temido notou que a campanha de vacinação da gripe arrancou na segunda-feira, focada nas estruturas residenciais para idosos e em grávidas, além de ter lembrado que no anterior plano de vacinação da gripe “houve vacinas que não chegaram a ser administradas” e que este ano deve estar tudo terminado até 15 de Dezembro.

Por outro lado, a ministra da Saúde indicou que a actual planificação prevê a sobreposição da vacina da gripe com a administração de uma terceira dose contra a Covid-19 a alguns grupos da população, mas sem a possibilidade até ao momento de coadministração das duas vacinas em simultâneo. No entanto, assumiu que uma mudança nas orientações a nível europeu poderá dar uma ajuda significativa à marcha deste processo. “Se essa orientação for disponibilizada pela Agência Europeia do Medicamento, evidentemente que simplificará muito o processo. Neste momento, o plano que desenhámos tem um intervalo entre a vacina contra a gripe sazonal e uma eventual terceira dose contra a Covid-19 de 14 dias como prazo mínimo. Portanto, temos dois desenhos de planos. Estamos preparados para os adotar, porque temos as vacinas e as condições logísticas”, explicou.

Confrontada com a sobrecarga sobre os profissionais dos cuidados de saúde primários, em que muitos foram deslocados para os centros de vacinação covid-19, desfalcando assim as respectivas unidades, Marta Temido respondeu com a contratação de “mais de 4 mil profissionais para o Serviço Nacional de Saúde” face a Dezembro de 2020 e que, devido à pandemia, ainda são necessários alguns ajustamentos a este nível.

“Aquilo que procuraremos fazer é sempre uma alocação de profissionais em função daquilo que são as necessidades prioritárias. Essa articulação entre os centros de saúde e os centros de vacinação contou com a melhor colaboração dos profissionais de saúde, que tenho a certeza que continuaremos a mantê-la enquanto for necessária. Naturalmente que todos desejamos regressar à anterior normalidade, mas estamos ainda num tempo de excepção”, finalizou.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados