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Incêndios: GNR prevê utilizar este ano 28 drones para vigilância

drone

A GNR prevê utilizar este ano 28 drones equipados com câmaras portáteis de videovigilância para protecção florestal e detecção de incêndios rurais, um aumento ligeiro em relação a 2025, indicou à Lusa a corporação.

Numa resposta enviada à Lusa sobre o sistema de videovigilância florestal para este ano, a Guarda Nacional Republicana avançou que tem capacidade para utilizar sistemas de aeronaves não tripuladas (drones) em missões de vigilância do território, incluindo no âmbito da vigilância e detecção de incêndios rurais e que prevê utilizar este ano 28 câmaras portáteis de videovigilância em drones para protecção florestal e detecção de incêndios florestais, que podem ser utilizadas “sempre que as necessidades operacionais o justifiquem”.

A GNR destaca também que está a desenvolver, entre 1 de Junho e 30 de Setembro, uma directiva operacional específica para as áreas afectadas pela tempestade Kristin, na região de Leiria, que prevê “o reforço das medidas de vigilância e detecção de incêndios rurais” naquela zona.

Segundo a corporação, estas medidas “não assentam especificamente na utilização de drones, incidindo sobretudo no reforço das acções de patrulhamento móvel terrestre”.

O sistema de videovigilância florestal integra igualmente a Rede de Vigilância e Detecção de Incêndios, que constitui, de acordo com a GNR, “uma ferramenta fundamental para a vigilância dos territórios rurais e detecção precoce de incêndios rurais” e é composta por um conjunto de torres equipadas com câmaras de vigilância, operadas por diferentes entidades públicas e colaboradores.

A GNR indica que esta rede integra actualmente 147 torres de acompanhamento remoto de vigilância florestal dispersas por todo o país, nomeadamente na região Oeste, onde estão instaladas 12 TVAD (Torres de Vigilância e Aquisição de Dados), entre os quais o concelho da Lourinhã, inseridas no Projecto Sistemas Integrados de Videovigilância para a Prevenção de Incêndios Florestais, numa parceria com a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a ANEPC - Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil.Segundo a GNR, as 147 torres asseguram a vigilância de cerca de sete milhões de hectares e a sua instalação foi definida com base “em critérios técnicos e operacionais, privilegiando as áreas florestais mais susceptíveis à ocorrência de incêndios rurais e com maior histórico de risco e perigosidade de incêndio rural”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados (arquivo)