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Mau tempo: Leiria lança operação ‘Telhado Solidário’

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A Câmara de Leiria lançou hoje a operação Telhado Solidário, iniciativa especialmente direccionada a técnicos qualificados e empresas com o objectivo de reparar telhados, com a garantia de alojamento aos participantes que não sejam do concelho.

Depois da campanha de distribuição de lonas plásticas para protecção imediata dos telhados e da campanha de recolha de telhas, o município lança agora a operação ‘Telhado Solidário’, uma iniciativa que visa contratar empresas e mobilizar entidades e autarquias com capacidade para disponibilizar equipas técnicas qualificadas para a reparação de telhados afectados”.

Numa nota de imprensa, a câmara referiu que o objectivo “é assegurar a colocação de telhas ou de soluções provisórias de protecção, como lonas, em habitações de pessoas que, pela idade, condição física ou ausência de meios técnicos, não têm capacidade para realizar trabalhos desta natureza, que implicam risco e exigem especialização”.

A autarquia apelou à “colaboração de empresas do sector da construção e da reabilitação, entidades com equipas técnicas capacitadas, autarquias e outras entidades que possam disponibilizar recursos humanos para este esforço solidário”.

Para as equipas que se desloquem de fora do concelho de Leiria, o município assegurará alojamento, de forma a facilitar uma resposta rápida, eficaz e coordenada”.

As entidades participantes “deverão ter capacidade de actuação autónoma, dispondo dos seus próprios recursos humanos e materiais necessários à intervenção”.

Para participar na operação Telhado Solidário, os interessados devem manifestar interesse através do endereço de e-mail This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ou do telefone 961 668 537, disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A campanha surge na sequência da depressão Kristin que atingiu o concelho de Leiria, “provocando danos significativos em numerosas habitações”, com a autarquia a sublinhar que “continua a reforçar a resposta no terreno, com especial atenção às situações de maior vulnerabilidade social”.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Protecção Civil contabilizou cinco mortes directamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Texto: ALVORADA com agência Lusa