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Novo Hospital do Oeste: Assembleia Municipal de Torres Vedras pede intervenção do Presidente da República

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A Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou hoje uma moção a pedir a intervenção do Presidente da República no processo de definição urgente da localização e do perfil assistencial do novo hospital do Oeste pelo Governo.

Os deputados municipais vão solicitar uma audiência a António José Seguro “com o objetivo de expor a situação de bloqueio e indefinição que continua a marcar este processo, sensibilizando-o para a necessidade de uma solução urgente”, segundo a moção apresentada pelo PS e aprovada por maioria. A assembleia vai remeter ao Presidente da República a documentação relativa ao processo. Há mais de duas décadas que o Oeste aguarda pelo novo hospital” para a região Oeste, recordam os deputados municipais.

Na moção, é “reafirmada a necessidade urgente de o Governo tomar uma decisão definitiva sobre a localização e perfil assistencial do novo hospital do Oeste” e “manifestada a preocupação pela ausência de resposta política” pelo Governo. “Esta indefinição prolongada penaliza os cidadãos e compromete a necessidade de reorganização da rede hospitalar regional”, é referido na moção.

Em dezembro, a Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou uma primeira moção a solicitar uma reunião com o primeiro-ministro sobre o novo hospital do Oeste, exigindo “uma decisão célere e definitiva” do Governo no mesmo sentido. Contudo, o Primeiro-Ministro Luís Montenegro remeteu a resposta para o Ministério da Saúde, sem que “até à presente data seja conhecido qualquer desenvolvimento concreto dessa diligência”, existindo uma “ausência de resposta”, sublinha a moção agora aprovada.

Numa reunião com os presidentes de câmara da OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste, no início do ano passado, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, prometeu na ocasião que até final de junho de 2025 daria a conhecer a decisão final, o que não aconteceu. Posteriormente, durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 12 de outubro, num jantar-comício da AD nas Caldas da Rainha, o Primeiro-Ministro e líder do PSD afirmou que o Governo suspendeu “o processo que estava em curso para aprofundar a avaliação sobre a construção do hospital do Oeste”, assegurando que “a decisão será a que resultar do processo de avaliação aprofundado, fundamentado com todas as consequências”. Já depois, numa reunião da Comissão Parlamentar da Saúde, o secretário de Estado da Saúde disse que todo o processo está em avaliação.

O Novo Hospital do Oeste está previsto ter como área de influência os concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã. Em 2023, o então ministro da Saúde, Manuel Pizarro (PS), anunciou que o novo hospital do Oeste seria construído na Quinta do Falcão, no Bombarral, tendo em conta a sua centralidade em relação aos concelhos que vai servir e a dimensão do terreno que permitia a expansão da nova unidade, se tal fosse necessário. A escolha do Bombarral foi ainda sustentada em critérios de acessibilidade, como a proximidade à saída 11 da autoestrada 8 (que atravessa todo o Oeste) e à estação do caminho-de-ferro.

O novo hospital do Oeste deverá substituir as unidades das Caldas da Rainha, de Peniche e de Torres Vedras, para servir cerca de 300 mil habitantes destes concelhos e dos de Bombarral, Cadaval e Lourinhã.

Texto: ALVORADA com agência Lusa.