Cruz Vermelha Portuguesa lança apelo de emergência para apoiar vítimas dos sismos na Venezuela
- Categoria: Sociedade
- 25/06/2026 17:11

A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) lançou um apelo de emergência à solidariedade dos portugueses para apoiar as populações afectadas pelos dois fortes sismos que atingiram a Venezuela esta quarta-feira, dia 24.
Os terramotos, com magnitudes preliminares de 7,1 e 7,5 na escala de Richter, ocorreram em rápida sucessão no centro-norte do país, com epicentros próximos de Morón, no estado de Carabobo. Os abalos foram sentidos em várias regiões venezuelanas, incluindo Caracas, La Guaira, Aragua e Carabobo, levando as autoridades a declarar o estado de emergência.
De acordo com os dados mais recentes, foram registadas 164 vítimas mortais, 971 feridos e cerca de 973 mil pessoas afectadas. Destas, aproximadamente 530 mil necessitam de assistência humanitária urgente, referiu a Cruz Vermelha Portuguesa num comunicado enviado ao ALVORADA. As autoridades alertam que os números poderão continuar a aumentar à medida que prosseguem as avaliações no terreno.
As primeiras informações apontam para danos significativos em edifícios residenciais e comerciais, colapsos estruturais, falhas no fornecimento de energia eléctrica e interrupções nas telecomunicações. Os hospitais locais continuam a receber um elevado número de feridos, enquanto a ameaça de novas réplicas mantém o risco elevado para as populações e equipas de socorro.
A Cruz Vermelha Venezuelana encontra-se já mobilizada para operações de resgate, salvamento e evacuação, bem como para a realização de avaliações rápidas de necessidades e distribuição de ajuda humanitária. A resposta está particularmente concentrada nas regiões de La Guaira e Grande Caracas, consideradas as áreas mais afectadas.
Além disso, equipas especializadas foram destacadas para avaliar as necessidades das populações em coordenação com a Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. A gravidade da situação é evidenciada pelo facto de a própria sede nacional da Cruz Vermelha Venezuelana ter sofrido danos estruturais significativos.
Neste momento, os esforços humanitários concentram-se no salvamento de vidas, na prestação de cuidados médicos de emergência, na disponibilização de abrigo temporário, na distribuição de água potável, alimentos e artigos de higiene, bem como no apoio psicossocial às famílias afectadas. A protecção de grupos vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência, é igualmente uma prioridade.
“O alcance desta emergência exige uma resposta rápida, coordenada e solidária. A Cruz Vermelha Portuguesa junta-se ao esforço internacional de apoio às populações afectadas, apelando à mobilização de todos. Cada contributo permitirá reforçar a assistência humanitária e fazer chegar ajuda concreta a quem enfrenta, neste momento, uma situação de extrema vulnerabilidade”, afirmou António Saraiva, presidente nacional da Cruz Vermelha Portuguesa.
A organização apela à realização de donativos para apoiar a resposta humanitária e contribuir para a recuperação das comunidades afectadas.
“A resposta humanitária não pode esperar”, reforça a Cruz Vermelha Portuguesa, que continua a acompanhar a evolução da situação e renova o apelo à solidariedade dos portugueses.
Texto: ALVORADA com comunicado da Cruz Vermelha Portuguesa



